domingo, março 25, 2007

Literatura de momento

Já era noite, e ele cansado, tinha de fazer seus exercícios diários, não sabia necessariamente o porque, mas tinha de faze-los, algo dentro de si o impulsionava a isso, ou não.
Já era tarde, e ele tinha de tomar banho, não que ele quisesse, mas se sentia sujo, de alguma maneira, ligou o chuveiro mesmo assim. Ele tomava banho pelado, sempre se perguntou o porque, mas nunca chegou a alguma solução saisfatória, não que importasse; ele estava sem óculos de qualquer maneira.
Foi quando ele olhou para baixo e viu, perto do ralo, um pontinho embaçado, preto, talvez marrom, se mechendo freneticamente, ele se abaixou e quase tocando o nariz no chão percebeu que era um pequeno inseto, lutando pela sua vida, no meio de águas correntes a uma direção quase certa, mas apartir dali tudo ficava obscuro. Então não fez nada, não que devesse fazer alguma coisa, mas preferiu não o faze-lo. Diante do ato desesperado do inseto salvar a sua vida, ele simplesmente mudou o curso da água, para longe do pequeno, algo inusitado; ele não quis se perguntar o porque, mas dias depois concluiu que muita água a uma direção incerta causaria sua morte em um fundo de ralo qualquer, por afogamento ou intoxicação com produtos químicos.
Sentiu que tinha feito uma boa ação, talvéz boas açoes com insetos não contassem pontos...com alguém...mas porque existiam os veterinários afinal? Não que ele fosse um, mas com certeza a ideologia era a mesma; Não também que ele quisesse ter uma, mas no fundo ele sabia que tinha alguma dentro de si, só não sabia qual.
Se deitou, e se cobriu, fechou os olhos e relaxou o corpo, por razões não claras.
Naquela mesma noite, naquele mesmo ambiente, aquele mesmo inseto se secou.Era noite, e ele tinha fome; vagou pelo espaço ambiente procurando alimento, procurando sobrevivencia, por alguma razão. Talvez por essa razão, ou qualquer outra, ele encontrou o mesmo que tinha salvado sua vida tempos antes, não que ele se lembrasse, e mesmo que lembrasse, que diferença faria? Ele o picou, e sugou seu sangue, talvez porisso o chamassem de bicho barbeiro, ele não entendia o porque, também não o interessava muito o assunto.
No fim, ele morreu, ambos morreram, mas apenas um ploriferou sua espécie, por razões desconhecidas do autor.

2 comentários:

Alphankh23 disse...

É de se admirar tal lição de vida; aquilo que não nos mata, nos fortifica; aquilo que não nos mata, nos engorda; aquilo que nos alimenta nos destrói, como diria aquele belo abdômem da Angelina Jolie. Mas nos esquecemos de que certas coisas que fazemos voltam para nós de maneiras melhores ou piores.

Isso me lembrou do conto do cavalo manco no Templo da Cadeira Dançante.

CassiO disse...

É pior do que o louco da minha sala que queria soltar as drosófilas ao invés de matar. Querer soltar parece uma boa ação, mas infelizmente o desequilíbrio ambiental causado é deveras desastroso. Que morram as drosófilas.