sexta-feira, março 23, 2007

Nonexistência

Foram centenas os que já comentaram sobre a longa caminhada da vida humana sobre a Terra. Muitos ditos filósofos e intelectuais gastaram seus preciosos sucos salivares discorrendo sobre nossa leviana presença no inadjetivável sistema perfeito onde Gaia presta vezes de diretor. Mas nenhum deles se preocupou em ao menos voltar seus olhos musculosos ao que não existe. Ao que falta. Ou o Nada, como é incorretamente chamado.

Nada, para muitos, é a abstração de Tudo. Tudo, por sua sequencial vez, abrange todo o universo de coisas palpáveis e metafísicas. Ambas as definições estão incorretas, e/ou não se aplicam corretamente ao que significam.

Em verdade, Nada é muito mais do que Tudo, pois engloba a Nonexistência em sua totalidade. Em outra retórica, Nada pode descrever tudo o que se localiza entre a aneristia e kallistia, o grande conceito da linha da realidade cruzando-se lasciva e infinitamente com dimensões meretrícias.

A Nonexistência, enquanto meio de expressão às coisas que não existem, desempenha seu papel de maneira peculiar e distópica. Ela permite a nós, seres sub-genianos, contactar nossa glândula pineal e fazer surgir o verdadeiro universo. Aquele que não se limita a contatos e expressões, e sim a indescritível manifestação perfeita da realidade.

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