domingo, março 25, 2007

Opiniões Desinformadas do Mário: O Perigo dos Quebra-Cabeças

Até hoje eu me perguntava o que mais mata.

Em primeiro lugar, a vida. A vida mata, de qualquer jeito. Se não está vivo, não morre, e consequentemente também não está morto, dado que para estar morto tem de se estar vivo antes.

Em segundo lugar, Rubinho Barrichelo. Ah, perdoem-me, me referia a cauças mortis, é verdade. Então em segundo lugar, traumatismos cranianos. Se não é falência múltipla, seja por doenças ou fraude bancária, é sempre traumatismo craniano. "Morreu de trauma na cabeça". "A formiga tropeçou e morreu de traumatismo craniano."

O que mais me preocupa, povo leigo, não é apenas a morte, e sim a morte de jovens. E uma arma usualmente vendida que vi outro dia numa loja de brinquedos. A pequena caixa esconde um grande perigo. Apesar de já trazer avisado em sua caixa sobre a natureza da ameaça, o brinquedo ainda é mercadizado, e em maior escala para crianças. São os "quebra-cabeças".

Matam na faixa dos 3-15 anos, normalmente partindo a vítima em mais de cem pedaços. Não sei exatamente como funciona, mas é fato que as pessoas que não morrem por isso desaparecem. Outro dia mesmo, adverti um amigo que desejava comprar um desses tais "quebra-cabeças". Ele, que sempre faz pose de intelectual, me retrucou: "Mário, quebra-cabeça não tem perigo nenhum, velho. É só um jeito interessante de passar o tempo e raciocionar um pouco". Sujeito besta, comprou o quebra-cabeças. A última coisa que ouvi dele é que o tal jogo da morte era de vinte mil peças.

Imaginam? Ele obstusamente decidiu se suicidar de uma hora para outra, e praticamente virar pó! Vinte mil peças. Vinte mil pedacinhos de Jorge. Não consigo nem imaginar. Liguei pro cara algumas vezes, ainda tentando salvar a vida dele. Na 57ª, ele parou de atender os telefonemas. Desde então, já quase uma semana, o cara sumiu.

Taí. Provado por A+C que quebra-cabeças matam.

Um comentário:

Alphankh23 disse...

Legal, legal.
Vamos evitar morrer enquanto estamos vivos...