atras do frio vidro translucido, atras das possibilidades, atras da concepção parnasianista, atras do caos moderno. vejo tua face refletida em si mesma. vejo o calido frio de sua pele, teu sangue gelado que corre em tuas veias, tua proteção, teu medo, teu assombro, teu casco!
a proteção que colocam entre mim e ti, alem da compreensão de minha mente pequena. alem da va filosofia, e alem do horizonte de qualquer um dos lados, da face sem face do mundo.
sinto em meu peito, diferente do que diria o filosofo, nao a leveza, mas todo o peso de estar sem voce, todo o peso que faz, o coração de um louco que anseia por teu toque - por ser, aquele que pode ser por voce.
sinto que me puxam, que me impedem, que fazer ser em mim, todas as possibilidades do que nao quero, livre para ser triste, quando so quero ser escravo de nos dois, quando tudo o que quero e ter-te em meus braços, em meus dedos, em mim.
sei que todas as filosofias, religiões, concepções, contravenções, aos milhões, aos montões, existem unicamente, porque nao te contemplam, nao te conhecem, nao sabem a paz, que teus olhos morejados transmitem, a um coração que nao cabe dentro do próprio espaço, um coração que pertence ao mundo.
e agora, ela, aquela voz fria, com a face do impedimento e da separação, aquela voz que comanda a tudo e a todos e empírica, espiritual, categórica:
- agora ja chega flavinho, vamos sair daqui que eu já não aguento o cheiro de merda desse pet shop!
- mas mãe!
- agora flavinho! chega dessa maldita tartaruga!
e ai esta voce, atras do frio vidro translúcido, atras das possibilidades, atras das concepções parnasianas, atras do caos moderno...
sinto em meu peito, diferente do que diria o filosofo, nao a leveza, mas todo o peso de estar sem voce, todo o peso que faz, o coração de um louco que anseia por teu toque - por ser, aquele que pode ser por voce.
sinto que me puxam, que me impedem, que fazer ser em mim, todas as possibilidades do que nao quero, livre para ser triste, quando so quero ser escravo de nos dois, quando tudo o que quero e ter-te em meus braços, em meus dedos, em mim.
sei que todas as filosofias, religiões, concepções, contravenções, aos milhões, aos montões, existem unicamente, porque nao te contemplam, nao te conhecem, nao sabem a paz, que teus olhos morejados transmitem, a um coração que nao cabe dentro do próprio espaço, um coração que pertence ao mundo.
e agora, ela, aquela voz fria, com a face do impedimento e da separação, aquela voz que comanda a tudo e a todos e empírica, espiritual, categórica:
- agora ja chega flavinho, vamos sair daqui que eu já não aguento o cheiro de merda desse pet shop!
- mas mãe!
- agora flavinho! chega dessa maldita tartaruga!
e ai esta voce, atras do frio vidro translúcido, atras das possibilidades, atras das concepções parnasianas, atras do caos moderno...
















Um comentário:
Eaí estamos nós, atrás do vidro translúcido, a elucidar sobre a degradante ilusão de que mesmo os mínimos valores são máximos se o meio é pobre e inconvicto de si.
Tartarugas compreendem pilares onde o mundo se apóia.
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